Policlínica garante consulta médica, exames e internações a pessoas com sintomas de covid-19

Diretora executiva da unidade, Lilian Gomes diz que perfil dos pacientes é bem mais jovem e os sintomas já aparecem logo nos primeiros dias de infecção
19/03/2021 15h30
Por Michelle Daniel (NGTM)

Desde que passou a atender exclusivamente pacientes com sintomas da covid-19, há 15 dias, a Policlínica Metropolitana, na avenida Almirante Barroso, em Belém, tem recebido pessoas que apresentam sintomas leves e moderados do vírus. Somente na última quinta-feira (18), foram realizados 1.283 procedimentos ao longo do dia, entre atendimentos médicos, de enfermagem, exames de imagem como tomografia e raio x, laboratoriais e transferências para enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com Lilian Gomes, diretora executiva da Poli Metropolitana, a procura pelo atendimento tem sido intensa, principalmente porque, desta vez, a doença tem sido mais agressiva e os sintomas surgem nos primeiros dias.

“O que nós percebemos nessa segunda onda, em comparação ao período de atendimento da policlínica no ano passado, é que essa nova cepa é muito mais rápida. Antes, paciente tinha um pico da doença entre o sétimo e o décimo dia, agora com três dias de doença já é possível ver pelas imagens, exames, o quanto essa doença evolui de maneira mais rápida”, explica.

Em números de internações que a Poli Metropolitana tem encaminhado, Gomes afirma que tem sido menor em comparação ao mesmo período do ano anterior, devido à orientação e ao tratamento precoce adotado entre os pacientes que procuram a unidade.

“Dos casos que têm vindo para a policlínica, a maioria temos conseguido fazer a intervenção de maneira precoce, ou seja, garantindo acesso ao médico, aos exames e à medicação no momento de início de enfrentamento da doença. A vantagem disso: o paciente volta, tem isolamento domiciliar, faz uso da medicação e, com isso, não aumenta o número de internações hospitalares e nem o agravamento da doença”, garante. “A medida deu certo ano passado e continua dando”, reforça.

MUDANÇA

Ainda segundo ela, o perfil dos pacientes acometidos pela doença mudou. No ano passado, pessoas acima de 60 anos eram os principais infectados; atualmente, jovens com 30 anos estão adoecendo com o novo coronavírus. “A gente acredita que seja por conta da mutação do vírus”, alerta.

A unidade funciona de domingo a domingo e pode realizar até 600 atendimentos diários de portas abertas, ou seja, o paciente pode procurar o local sem ter encaminhamento médico prévio. Estão sendo disponibilizados os serviços de consultas, exames (sangue, raio-X e tomografia) e entrega de medicamentos. O atendimento funciona de 8h às 17h.

Fonte: Agência Pará www.agenciapara.com.br/noticia/25929/