Policlínica Metropolitana completa um ano de funcionamento como referência para o Brasil

A qualidade do atendimento oferecido, principalmente nos momentos críticos da pandemia, ganha reconhecimento de pacientes e do Ministério da Saúde
13/01/2021 21h37 - Atualizada em 13/01/2021 23h18
Por Carol Menezes (SECOM)

"A sensação é de que vivemos dez anos em um. E ainda temos muito mais trabalho a mostrar. Nem tenho dúvidas disso". A declaração da líder de atendimento Claudiene Quaresma ilustra o tamanho da importância, para a saúde pública, da Policlínica Metropolitana, entregue pelo Governo do Pará há exatamente um ano. Nesse primeiro ano de funcionamento da unidade de média e alta complexidade, os atendimentos já chegam a quase 900 por mês, tornando o nome Poli Metropolitana um símbolo, notadamente no combate à Covid-19. O reconhecimento veio do Ministério da Saúde, e já está grafado em placa afixada na entrada do prédio, desde esta quarta-feira (13).

O espaço conta com 52 consultórios e dez salas de recepção, que têm capacidade para 350 pessoas em espera de atendimento, simultaneamente. Com mais de 2.500 m² de área construída e três pavimentos, a unidade ambulatorial oferece mais de 40 especialidades clínicas e cirúrgicas, além de exames e diversos procedimentos ambulatoriais. É possível buscar assistência de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 19 h.

Ao longo de 2020 foram registrados 70.056 atendimentos e 337.952 exames. Entre 22 de abril e 2 de julho, o perfil original da unidade foi modificado para atender, exclusivamente, pacientes com sintomas leves e moderados de Covid-19. A iniciativa do Estado logo ganhou desdobramento com as policlínicas itinerantes, que passaram por 49 municípios do Pará, atendendo 69.130 pessoas em momentos críticos da pandemia.

Em outubro e novembro passado foram lançados os programas Pré-Operatório Rápido, para atender usuários da rede de saúde estadual na realização de exames necessários a cirurgias, inclusive nas áreas de cardiologia e anestesiologia, e o Pós-Covid, voltado a quem adoeceu, se curou, mas tem queixas clínicas que devem e precisam ser investigadas e tratadas.

Eficiência - O secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, lembra o desafio de abrir uma unidade de atendimento tão necessária e esperada, e que logo em seguida se tornaria referência nacional no tratamento de Covid-19. "Em mais de uma reunião com o Ministério da Saúde fomos tratados como case de sucesso. Vieram aqui para ver qual era o nosso diferencial e como conseguimos contornar a subida da curva de contágio. E foi sucesso, porque paramos os atendimentos que eram feitos aqui para atender a população da Região Metropolitana de Belém quando a capital estava colapsando. Teríamos tido muito mais mortes sem essa virada de chave", informa o secretário.

Ele também confirmou que, além da Policlínica de Castanhal, que está em construção, outras duas serão implantadas no interior, em locais que ainda serão definidos. Rômulo Rodovalho reconheceu que os resultados positivos se devem, principalmente, ao empenho do quadro de funcionários. "Não adianta a melhor estrutura sem o servidor, que recebe de braços abertos o paciente e se dedica em fazer o melhor. A vocês, a nossa mensagem de agradecimento", acrescenta.

Especialidades - Liliam Gomes, diretora executiva da Policlínica Metropolitana, ressalta que até a entrega da unidade havia uma grande lacuna de atendimentos especializados. "Chegamos com uma oferta de especialidades concentradas em um único prédio, e com um rol de exames que possibilita aos especialistas a conclusão diagnóstica", informa. Toda essa estrutura foi decisiva para a mudança de perfil durante os meses mais críticos da pandemia.

"Enquanto centro diagnóstico, tínhamos todo o parque tecnológico e os profissionais necessários para facilitar e dinamizar o diagnóstico, evitando que os casos fossem agravados e possibilitando o tratamento em casa", enfatiza a diretora.

Por conta da criação do Programa Pós-Covid, Liliam Gomes não descarta a ampliação dos serviços em médio prazo. "O projeto tende a ser reavaliado de acordo com as demandas epidemiológicas e nosológicas, e a gente espera cada vez mais contribuir para uma saúde pública de excelência, e cada vez mais humanizada", garante.

Acolhimento - A enfermeira Dairla Farias também atua na Poli Metropolitana desde 13 de janeiro de 2020. Assim como Claudiene Quaresma, ela destaca que a humanização e o acolhimento aos pacientes são regras na rotina de trabalho. "E isso causa estranheza. Muitos falam 'mas aqui é SUS mesmo?'. O Sistema Único de Saúde é assim. A gente tem que atender com qualidade, de forma humanizada. A Policlínica vem trazer esse tipo de atendimento, integral. A gente não olha só a doença; olhamos todo o contexto", afirma a profissional.

Claudiene Quaresma complementa a colega de trabalho. "O SUS é pouco conhecido por aqui, e as pessoas associam a um atendimento ruim. Mas o que a gente vê são muitos saindo satisfeitos de ter um atendimento desses. A Poli ainda tem muito a mostrar", frisa.

Fonte: Agência Pará www.agenciapara.com.br/noticia/24376/